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Excesso de gastos, falta de planejamento financeiro, dividas...
Uau, nosso Dinheiro está nas mãos do Homer Simpson!
E agora?
  

De acordo com Dan Ariely, famoso economista comportamental, o ser humano, apesar de ser capaz de feitos extraordinários, também é capaz de fazer coisas tolas e absurdas. 
 
O ser humano está inclinado a fazer coisas que fatalmente lhe causarão problemas no longo prazo, pois, está focado apenas naquilo que pode trazer prazer imediato: comer demais, abusar do álcool, fugir dos exercícios físicos, gastar demais sem pensar no futuro, poupar de menos, procrastinar decisões importantes, enfim, há uma lista infinita de atitudes que vão totalmente contra o raciocínio lógico. 
 
Por que isso acontece?
Porque vivemos com dois sistemas brigando dentro de nós o tempo todo.
O sistema 1 representa nosso lado emocional, que quer o prazer imediato, e o sistema 2, que é o lado racional, que pensa no bem-estar a longo prazo e, se tivesse chance, faria as escolhas de forma bem mais sensata. 
 
O sistema 1 é o Homer Simpson que vive dentro de cada um nós. É o nosso lado inconsciente, guiado por hábitos e por soluções rápidas, imediatas, que nos livram imediatamente do “desprazer”. Representa nossa tendência de procrastinar, de ceder à preguiça e à indolência. 
 
E, quando o assunto são as finanças pessoais, não poderia ser diferente: nosso “Homer” interno está sempre a postos, nos fazendo gastar sem limites, entrar em dívidas, postergar a decisão de gastar menos ou até mesmo de colocar em prática formas para ganhar mais.

Sendo assim, e o planejamento financeiro para o futuro, como fica?
Bem, na hora de pensar no futuro, nosso “Homer” nos empurra, novamente, a procrastinar... Afinal, acreditamos que “amanhã” teremos mais força de vontade para poupar. Assim como acreditamos que na segunda-feira teremos muito mais força de vontade para começar o regime ou a academia! 

É por isso que o endividamento pessoal cresce mais e mais!
Além de nossa tendência natural a buscar tudo o que nos dá prazer (consumo IGUAL A prazer imediato), há ainda o contexto social que nos cerca 

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), referente a fevereiro de 2019, realizada pela CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o número médio de famílias brasileiras endividadas alcançou 61,5%. E, um detalhe interessante: 78,5% dessas dívidas se concentram em gastos no cartão de crédito! Ou seja, em consumo de curto-prazo! 
 
Bem, e além das nossas tendências internas ao prazer imediato, temos ainda todo o contexto cultural no Brasil que nos faz sempre querer dar um jeitinho para tudo, inclua-se aí “gastar mais agora e ver o que acontece depois”. 
 
Como se não bastassem as tendências psicológicas e culturais, temos ainda um empurrãozinho do pessoal do Marketing que, ciente de como funciona o nosso sistema 1, cria todo o tipo de armadilhas, colocando em prática as regras da chamada psicologia do consumo. 

E nem se falou ainda da história econômica do Brasil, que nos leva ao imediatismo para consumir e não para poupar, das influências de familiares e de amigos, dos maus hábitos que temos arraigados, o medo, as crenças limitantes... Nossa, é muita coisa! 

Será que tem jeito de colocar as contas em dia e poupar para o futuro?
Sim! Apesar de tudo, se realmente quisermos sair da espiral financeira negativa temos que começar dando alguns passos em direção à mudança: compreender como nossa mente funciona; reconhecer nossos erros mais comuns e mais constantes relacionados a finanças; identificar nossas crenças limitantes e manter em nossas mentes o firme propósito de mudar.
Para isso, é necessário ter foco, auto-disciplina, colocar as metas no papel, ter um plano de ação e nos comprometermos a segui-lo.
É fácil de fazer isso? Não. E por quê? Porque os velhos hábitos tendem a se perpetuar em nossas vidas. A mente humana tende a permanecer em sua zona de conforto: manter as velhas crenças limitantes, baseadas no medo da mudança, de forma a evitar o incômodo de se readaptar a algo que hoje é desconhecido.
Enfim, para mudar, é necessário ter disciplina. Ter disciplina é fácil? A resposta também é negativa. Porém, você tem apenas duas alternativas: viver com o incômodo da disciplina ou com a eterna dor do arrependimento. É uma questão de escolha.

Ações para a mudança financeira

A mudança de hábitos financeiros é algo que vai sendo implementado aos poucos, por meio da mudança de pequenas atitudes diárias.
Porém, em geral, as pessoas pensam que tomar uma pequena decisão em favor de sua saúde financeira não fará nenhuma diferença no final do mês, mas, esse pensamento está totalmente equivocado!
Ao começar com pequenas ações diárias, elas vão se incorporando em sua rotina e, aos poucos, se transformarão em novos hábitos, muito mais saudáveis do que os anteriores.
Por exemplo: reserve uma quantia pequena para poupar diariamente, mesmo que sejam R$5,00, essa atitude fará com que construa o hábito de poupar.
Busque novas alternativas de investimento, pesquise os produtos oferecidos pelos shopping centers financeiros, pois,muitos poderão oferecer rentabilidades superiores àqueles oferecidos pelo seu banco e com a mesma segurança.
Mas, antes de mais nada, é importante ter clareza sobre o que realmente se quer atingir, clareza sobre qual é, de fato, a sua meta financeira. Por exemplo: ter uma renda de R$ 10.000,00 mensais. Estabelecer uma meta clara não é fácil: saiba que a maioria das pessoas não se desenvolve financeiramente por falta de clareza sobre onde quer chegar.
Uma vez tendo o seu objetivo estipulado, você deverá colocar sua criatividade para funcionar e planejar o que deve fazer para atingir a sua meta que, no nosso exemplo, é ganhar R$ 10 mil mensais. Seja criativo: talvez haja uma atividade que você possa desenvolver para complementar a sua renda principal.
De qualquer forma, coloque seus planos em ação! A maioria das pessoas tem muitas idéias, mas, não as colocam, de fato, em prática!
As pessoas de sucesso têm algumas características em comum: têm iniciativa para buscar novas oportunidades, são persistentes e não abandonam suas metas diante do primeiro obstáculo, buscam conhecimento, buscar construir uma rede de contatos ligada ao seu propósito. Além disso, fazem o acompanhamento sistemático dos seus resultados, de forma a fazer ajustes periódicos em sua rota.
Se não sabe por onde começar, busque profissionais no mercado que poderão ajudá-lo. De qualquer forma, para mudar sua vida financeira, a palavra de ordem é ação!



Rosi Donadio
Coach Financeiro 
rosidonadio@donadioacademy.com.br
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